quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fórum Internacional de Educação Infantil

Queridos:
segue site para divulgação do fórum internacional da unicamp de educação
infantil
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Iscrevam-se
Bjs
Prof. André

domingo, 5 de setembro de 2010

Paulo Freire - O mentor da educação para a consciência


O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo

Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.
Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Biografia
Paulo Freire nasceu em 1921 em Recife, numa família de classe média. Com o agravamento da crise econômica mundial iniciada em 1929 e a morte de seu pai, quando tinha 13 anos, Freire passou a enfrentar dificuldades econômicas. Formou-se em direito, mas não seguiu carreira, encaminhando a vida profissional para o magistério. Suas idéias pedagógicas se formaram da observação da cultura dos alunos – em particular o uso da linguagem – e do papel elitista da escola. Em 1963, em Angicos (RN), chefiou um programa que alfabetizou 300 pessoas em um mês. No ano seguinte, o golpe militar o surpreendeu em Brasília, onde coordenava o Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart. Freire passou 70 dias na prisão antes de se exilar. Em 1968, no Chile, escreveu seu livro mais conhecido, Pedagogia do Oprimido. Também deu aulas nos Estados Unidos e na Suíça e organizou planos de alfabetização em países africanos. Com a anistia, em 1979, voltou ao Brasil, integrando-se à vida universitária. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores e, entre 1989 e 1991, foi secretário municipal de Educação de São Paulo. Freire foi casado duas vezes e teve cinco filhos. Foi nomeado doutor honoris causa de 28 universidades em vários países e teve obras traduzidas em mais de 20 idiomas. Morreu em 1997, de enfarte.
Aprendizado conjunto
Freire criticava a idéia de que ensinar é transmitir saber porque para ele a missão do professor era possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos. Mas ele não comungava da concepção de que o aluno precisa apenas de que lhe sejam facilitadas as condições para o auto-aprendizado. Freire previa para o professor um papel diretivo e informativo – portanto, ele não pode renunciar a exercer autoridade. Segundo o pensador pernambucano, o profissional de educação deve levar os alunos a conhecer conteúdos, mas não como verdade absoluta. Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Isso implica um princípio fundamental para Freire: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor. Em sala de aula, os dois lados aprenderão juntos, um com o outro – e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar. "Uma das grandes inovações da pedagogia freireana é considerar que o sujeito da criação cultural não é individual, mas coletivo", diz José Eustáquio Romão, diretor do Instituto Paulo Freire, em São Paulo.

Tempos de mobilização e conflito
Paulo Freire do Instituto Paulo Freire: O ambiente político-cultural em que Paulo Freire elaborou suas idéias e começou a experimentá-las na prática foi o mesmo que formou outros intelectuais de primeira linha, como o economista Celso Furtado e o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997). Todos eles despertaram intelectualmente para o Brasil no período iniciado pela revolução de 1930 e terminado com o golpe militar de 1964. A primeira data marca a retirada de cena da oligarquia cafeeira e a segunda, uma reação de força às contradições criadas por conflitos de interesses entre grandes grupos da sociedade. Durante esse intervalo de três décadas ocorreu uma mobilização inédita dos chamados setores populares, com o apoio engajado da maior parte da intelectualidade brasileira. Especialmente importante nesse processo foi a ação de grupos da Igreja Católica, uma inspiração que já marcara Freire desde casa (por influência da mãe). O Plano Nacional de Alfabetização do governo João Goulart, assumido pelo educador, se inseria no projeto populista do presidente e encontrava no Nordeste – onde metade da população de 30 milhões era analfabeta – um cenário de organização social crescente, exemplificado pela atuação das Ligas Camponesas em favor da reforma agrária. No exílio e, depois, de volta ao Brasil, Freire faria uma reflexão crítica sobre o período, tentando incorporá-la a sua teoria pedagógica.

A valorização da cultura do aluno é a chave para o processo de conscientização preconizado por Paulo Freire e está no âmago de seu método de alfabetização, formulado inicialmente para o ensino de adultos. Basicamente, o método propõe a identificação e catalogação das palavras-chave do vocabulário dos alunos – as chamadas palavras geradoras. Elas devem sugerir situações de vida comuns e significativas para os integrantes da comunidade em que se atua, como por exemplo "tijolo" para os operários da construção civil.

Diante dos alunos, o professor mostrará lado a lado a palavra e a representação visual do objeto que ela designa. Os mecanismos de linguagem serão estudados depois do desdobramento em sílabas das palavras geradoras. O conjunto das palavras geradoras deve conter as diferentes possibilidades silábicas e permitir o estudo de todas as situações que possam ocorrer durante a leitura e a escrita. "Isso faz com que a pessoa incorpore as estruturas lingüísticas do idioma materno", diz Romão. Embora a técnica de silabação seja hoje vista como ultrapassada, o uso de palavras geradoras continua sendo adotado com sucesso em programas de alfabetização em diversos países do mundo.
Seres inacabados

O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a "ler o mundo", na expressão famosa do educador. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de "cultura do silêncio" e transformar a realidade, "como sujeitos da própria história".

Três etapas rumo à conscientização

Embora o trabalho de alfabetização de adultos desenvolvido por Paulo Freire tenha passado para a história como um "método", a palavra não é a mais adequada para definir o trabalho do educador, cuja obra se caracteriza mais por uma reflexão sobre o significado da educação. "Toda a obra de Paulo Freire é uma concepção de educação embutida numa concepção de mundo", diz José Eustáquio Romão. Mesmo assim, distinguem-se na teoria do educador pernambucano três momentos claros de aprendizagem. O primeiro é aquele em que o educador se inteira daquilo que o aluno conhece, não apenas para poder avançar no ensino de conteúdos mas principalmente para trazer a cultura do educando para dentro da sala de aula. O segundo momento é o de exploração das questões relativas aos temas em discussão – o que permite que o aluno construa o caminho do senso comum para uma visão crítica da realidade. Finalmente, volta-se do abstrato para o concreto, na chamada etapa de problematização: o conteúdo em questão apresenta-se "dissecado", o que deve sugerir ações para superar impasses. Para Paulo Freire, esse procedimento serve ao objetivo final do ensino, que é a conscientização do aluno.
No conjunto do pensamento de Paulo Freire encontra-se a idéia de que tudo está em permanente transformação e interação. Por isso, não há futuro a priori, como ele gostava de repetir no fim da vida, como crítica aos intelectuais de esquerda que consideravam a emancipação das classes desfavorecidas como uma inevitabilidade histórica. Esse ponto de vista implica a concepção do ser humano como "histórico e inacabado" e conseqüentemente sempre pronto a aprender. No caso particular dos professores, isso se reflete na necessidade de formação rigorosa e permanente. Freire dizia, numa frase famosa, que "o mundo não é, o mundo está sendo".
Para pensar !!!
Um conceito a que Paulo Freire deu a máxima importância, e que nem sempre é abordado pelos teóricos, é o de coerência. Para ele, não é possível adotar diretrizes pedagógicas de modo conseqüente sem que elas orientem a prática, até em seus aspectos mais corriqueiros. "As qualidades e virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e fazemos", escreveu o educador. "Como, na verdade, posso eu continuar falando no respeito à dignidade do educando se o ironizo, se o discrimino, se o inibo com minha arrogância?" Você, professor, tem a preocupação de agir na escola de acordo com os princípios em que acredita? E costuma analisar as próprias atitudes sob esse ponto de vista?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Entenda sua profissão.


Pedagogo

"Individuo que se ocupa dos métodos de educação e ensino"
Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser pedagogo?

O pedagogo é o profissional especialista em educação, sua função é produzir e difundir conhecimentos no campo educacional. Ele precisa ser capaz de atuar em diversas áreas educativas e compreender a educação como um fenômeno cultural, social e psíquico complexo e capaz de produzir e difundir conhecimentos no campo educacional.

Quais as características necessárias para ser pedagogo?

É preciso ter capacidade de planejamento e execução de planos, dinamismo, além de saber comunicar e transmitir idéias. Este profissional precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade e competência, os problemas do cotidiano, ser flexível, tolerante e atento às questões decorrentes da diversidade cultural que caracteriza nossa sociedade.

Características desejáveis:

  • equilíbrio emocional
  • trabalhar bem em equipe
  • objetividade
  • criatividade
  • gostar de lidar com público
  • capacidade de comunicar-se
  • ter iniciativa
  • gostar de ensino
  • desembaraço

Qual a formação necessária para ser pedagogo?

Para atuar como Pedagogo, é indispensável que o profissional possua o Ensino Superior em Pedagogia que tem duração de quatro anos.
Para se especializar na área de Educação/Ensino, o profissional pode optar por cursos como:
  • Especialização em Administração Escolar; 
  • Especialização em Formação de Recursos para Educação Infantil;
  • Especialização em Educação Especial-Deficiência;
  • Mestrado em Educação Escolar.
Atualmente, além da formação comprovada e do domínio das tecnologias de informação e educação, uma das características mais importantes para o pedagogo é a capacidade de gerenciamento da formação continuada.

Principais atividades de um pedagogo

Dentre as atividades do pedagogo destaca-se a administração escolar, onde realiza estudos e pesquisas nas áreas pertinentes á educação e coordenação de cursos visando ao aperfeiçoamento do ensino e suas técnicas; o magistério pré-primário, onde tem como responsabilidade o planejamento, orientação e coordenação de atividades técnico-pedagógicas e administrativas do ensino pré-primário; a educação de deficientes da áudio-comunicação, lecionando, planejando, organizando e coordenando cursos; a orientação educacional a fim de ajudar o aluno a ajustar-se ao ambiente escolar e ao meio social em que vive, através do desenvolvimento da personalidade e do encaminhamento vocacional.
O pedagogo atua também na supervisão de ensino em empresas, na área de Recursos Humanos (organização e coordenação de cursos).

Áreas de atuação e especialidades

  • Administração escolar: gerenciar estabelecimentos de ensino, supervisionando recursos humanos, materiais e recursos financeiros necessários ao funcionamento.
  • Ensino: lecionar no ensino fundamental ou médio e, com pós-graduação no ensino universitário.
  • Educação Especial: desenvolver material didático e lecionar para crianças e adultos portadores de alguma deficiência.
  • Orientação Educacional: orientar e ajudar estudantes no processo de aprendizagem com uso de métodos pedagógicos e psicológicos.
  • Supervisão educacional: orientar e avaliar professores e educadores
    visando à qualidade do ensino.
  • Treinamento de recursos humanos: desenvolver programas de treinamento para funcionários de uma empresa.
  • Assessoria pedagógica em serviços de difusão cultural (museus, centros culturais) e de comunicação de massa (jornais, revistas, televisão, editoras, rádios, agências de publicidade);
  • Terceiro Setor (ONGs): na coordenação de programas e projetos de natureza educativa nas áreas da saúde, meio-ambiente, trânsito, promoção social, lazer e recreação, etc.

Mercado de trabalho

Este é um mercado de trabalho bastante concorrido, mas que está sempre em expansão tanto no setor público como no privado, devido à demanda da escola gerada pelo crescimento demográfico. Uma garantia disso é que a educação é o único setor que tem desde a constituição de 1998, recursos públicos obrigatoriamente vinculados que devem ser destinados para a educação.
Os mais bem preparados têm o seu lugar assegurado no mercado de trabalho. Aí está a grande importância em escolher a escola que cursará Pedagogia.

Curiosidades

A história da educação e da formação de profissionais habilitados para ensinar, no Brasil, começou com os jesuítas, ordem religiosa que veio juntamente com os colonizadores na tentativa de catequizar os índios. Em 1759 os jesuítas foram expulsos do território brasileiro, na época eles mantinham 36 missões, 17 colégios e seminários, além de inúmeras escolas de primeiras letras. Depois da saída da Cia de Jesus a educação ficou durante quase um século estagnada, só então no Império foram fundadas as primeiras escolas de formação de professores.
Em 1934, Anísio Teixeira fundou o primeiro curso de nível superior para professores e fundou o Instituto da Educação, no Rio de Janeiro, então capital do Império.
A maior contribuição brasileira à pedagogia internacional foi a invenção de um sistema de alfabetização de adultos aplicado no Rio Grande do Norte, em Sergipe e em Pernambuco, por Paulo Freire em 1950.

Postado por: Bruna Ap. Maestá RA: A607DH-5
Fonte: http://www.brasilprofissoes.com.br/profissoes/pedagogo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nadando contra a correnteza

Experimentamos, na vida, todos os tipos de sensações e provações. Trilhamos caminhos que ora são acolhedores, ora são profundamente dolorosos. Ritualizamos momentos. Celebramos aniversário, formatura, novo emprego, prêmios, aprovações em concursos, defesas de teses, casamento. De outro lado, separações, mortes, demissões, injustiças, inveja, mentiras. O riso ou as lágrimas convivem conosco. A euforia e o desânimo também. E, assim, vamos nos construindo, nos educando.No processo de crescimento, os exemplos de vida nos ajudam a melhorar a nossa disposição para a própria vida.
A vida que passa muito rapidamente, ou não, nos dizeres de Cora Coralina:
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
A educação depende da capacidade que temos de tocar o coração das pessoas. E isso se dá de muitas maneiras. Uma delas ocorre quando apresentamos modelos de vida. Não modelos perfeitos, mas pessoas que se notabilizaram por vencer os obstáculos e perseguir a meta.
A biografia de Gabrielle Chanel ou Coco Chanel mostra a saga de uma menina que tendo a mãe morta é deixada no orfanato pelo pai. Quando este parte, ela olha pela porta semiaberta desejosa de que ele olhe pelo menos mais uma vez para trás. Ele não olha e nunca volta para buscá-la. E ela, ritualmente, se arrumava todos os domingos para a tão esperada visita. Sofreu muito a menina. Sofreu muito a mulher. Sofreu muito a madura Chanel para reerguer-se depois da guerra. Certa vez, ela confessou: “a força se constrói com fracassos, não com sucessos”.
A vida de Nelson Mandela é um tesouro para a educação. Sua fé na justiça, apesar das injustiças. Sua perseverança na liberdade, apesar da prisão. Seu sonho de construir uma nação em que a cor da pele não desse o tom do respeito. Usou de todas as forças possíveis para que o seu povo celebrasse o sonho antevisto por Luther King, outro referencial.
Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter.
Quando apresentamos biografias aos nossos alunos, permitimos que percebam, com mais cuidado, a riqueza da vida talhada em momentos mais fáceis e em momentos mais difíceis. Mostrar o sucesso apenas é desconsiderar os muitos fracassos que haverão de viver os nossos aprendizes. Preparar para o fracasso parece um paradoxo para quem prepara para a vida. Mas não é. Quantos fracassos viveram Chanel ou Mandela? Mas persistiram porque foram talhados para a luta. Em um mundo cheio de competições, em que as pessoas acabam sendo descartadas sem muita cerimônia, em que os empregos não são definitivos, educar para a adversidade faz parte do escopo essencial da relação de ensino e aprendizagem.
Sempre defendi que humanizássemos os autores para que a literatura fosse mais sedutora. Quem conhece a biografia de Machado de Assis contempla sua obra com mais entusiasmo. Quem sofre com Castro Alves as dores da ausência da liberdade contempla como o mesmo olhar de pássaro a nau composta de escravos e a dor com que o poeta clama aos céus.
A literatura dialoga com a história que dialoga com a vida. As ciências também tratam da vida como a geografia. As novas línguas que aprendemos abrem janelas para outras possibilidades. É tudo real. O conhecimento e a aprendizagem acontecem como a vida acontece. E libertam com o poder de tirar dos porões o oprimido, era esse o sonho de Paulo Freire.
Os educadores têm de ter em mente esse desafio, apresentar vidas para que as vidas dos aprendizes tenham ainda mais significado. Há um filme, recentemente lançado, “Sempre ao seu lado” que começa em uma sala de aula em que os alunos têm de contar a história de um grande herói. E um menino começa a falar do cachorro do seu avô. E o relato vai emocionando a sala porque há algo de fascinante na fidelidade do cachorro. Sua espera. O dono, um professor de música, nunca mais haveria de voltar. Mas o seu oficio era o de esperar. E as pessoas iam aprendendo com a “sabedoria” canina. E compreendendo o seu desejo de liberdade e de ternura a quem ele escolheu para servir.
Há heróis anônimos. E certamente os alunos conhecem alguns deles. Essa é uma experiência que vale a pena. Misturar biografias conhecidas com histórias do quarteirão. Vidas sempre têm importância. Algumas conseguem notoriedade outras mudam mundos em um cantinho qualquer do mundo.
Esse é o antídoto que temos contra a destruição dos valores humanos. É nadando contra a correnteza que fortalecemos os nossos músculos morais e temperamos nosso caráter com dignidade e ternura. Nós, educadores, podemos fazer a diferença. Vale a pena experimentar…

Texto escrito por Gabriel Chalita,no dia 18/03/2010. Gabriel Chalita é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia Ciências e Letras de Lorena, mestre em Ciências Sociais e em Direito pela PUC-SP, e Doutor em Comunicação e Semiótica e em Direito pela PUC-SP,
Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Membro de Conselho Editorial da Revista Profissão Mestre. É membro da União Brasileira de Escritores , da Academia Paulista de Letras e recentemente foi eleito por unanimidade na Academia Brasileira de Educação.

Postado por Simone Barros
RA: A6857G-3

Filme: Vermelho como o céu.




Vermelho como o Céu: ver a vida com outros olhos

por luizanin
Seção: CINEMA
22.abril.2007 11:13:03
Ah, essas histórias de superação (verídicas, ainda por cima) sempre cheiram a pieguice. Por sorte, não é o caso. Vermelho como o Céu, de Cristiano Bortone, evita qualquer apelação lacrimogênea e o resultado é que, por isso mesmo, alcança, em sua simplicidade e sinceridade, aquilo que se pode chamar de uma emoção verdadeira. Isto é, não resultante de recursos apelativos.
Dessa maneira o filme foi reconhecido ao ser eleito o melhor entre os estrangeiros pelos freqüentadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado. Passou pelo crivo do público exigente porque sabe dosar seus elementos dramáticos com senso de economia e trata seu personagem principal de maneira amorosa, porém sem complacência.
Quem é esse personagem? O garoto Mirco (Luca Capriotti), que tem uma infância como qualquer outra na Toscana dos anos 70. Família remediada, pai de esquerda, Mirco brinca com os amigos, vai com eles ao cinema, vive numa daquelas encantadoras cidades pequenas da Itália. Até o dia em que se fere brincando com uma arma de fogo e passa a ter a visão deficiente. Entra aí na história um dado tão cruel como interessante – na Itália daquela época, as crianças portadoras de deficiência visual eram obrigadas a estudar em escolas especialmente destinadas a elas, o que equivale a dizer que eram segregadas. É o destino de Mirco, que será transferido para um colégio para cegos em Gênova.
A idéia central de Bortone é destacar como o desenvolvimento da imaginação pode funcionar como remédio para uma possível limitação. Os meninos vivem uma infância que poderia ser normal: brincam, brigam, competem, aprendem e, quando chega a idade, se interessam pelo sexo. Poderia ser assim mesmo não fosse o pensamento derrotista do diretor que, cego ele próprio, já os coloca como inferiorizados diante da vida. O resto é uma bonita história de superação – e também de transgressão – que o espectador deverá conhecer por si mesmo.
Basta acrescentar que esse filme bastante singelo não precisa flertar com o lugar-comum para reafirmar que o ser humano é bastante plástico e sabe se adaptar mesmo às piores contingências. Basta que tenha alguma assistência e goze da confiança do próximo. Humano para o outro e através do outro, é o que este belo filme reafirma. Vermelho como o Céu entra na linhagem do cinema humanista contemporâneo, parente próximo do igualmente tocante As Chaves de Casa, de Gianni Amelio.
(SERVIÇO)
Vermelho como o Céu(Red like the Sky, Itália/ 2004, 95 min.) – Drama.Direção: Cristiano Bortone. 12 anos. Cotação: Bom
Fonte:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Afetividade e aprendizagem

Ana Pereira de Souza

Penso a importância da afetividade no processo de ensino e aprendizagem, defendendo que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as pessoas. Ressalto aqui a importância então de uma interação de qualidade, interação afetiva. É a partir do contato com o meio social a que vive que a criança aprende e cria. A importância do outro está também não só na construção do conhecimento, mas na contribuição para a formação da criança como ser social.
O processo de internalização envolve antes de tudo o nível social para depois internalizar. Dizemos que é primeiro interpsicológico (entre pessoas) e depois intrapsicológico, (no interior da criança) o que podemos concluir que o papel do outro é sem dúvidas de grande importância no processo de aprendizagem, pois ocupa o primeiro momento da internalização. Assim entendo que o conhecer envolve três elementos: O sujeito, o objeto a ser conhecido e o mediador. Mediador tem função especial no ato de conhecer, pois conduz todo o processo e ainda tem sua participação significativa, pois dizemos que a essência do objeto do conhecimento é construída socialmente. Entendo então que é depois do processo de interação, através da mediação que o objeto ganha significado e sentido.
Vendo esse processo na sala de aula, fica claro que a as experiências é que trazem sentido afetivo e implicará na qualidade do objeto internalizado. Percebemos então a importância da afetividade na aprendizagem.
A criança começa seus aprendizados com a família, estabelecendo vínculos, uma comunicação emocional, que sustenta o começo do processo de aprendizagem.
Mas a interação por si só, não é o bastante. Somos seres socioconstrutivistas e aprendemos com o outro, no contato, na troca de experiências que permitem nosso desenvolvimento mental... Mas também no contato afetivo.  “Não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar” (Fernandez, 2992, 52).
A aprendizagem é um processo afetivo construído por vínculos. Observamos a aprendizagem escolar e percebemos que o ambiente se constrói a partir do envolvimento com amigos, professores, gestores ... Há uma base afetiva no processo de aprendizagem. Ora, somos também seres emocionais, pois precisamos da proximidade do outro, comunicação emocional, para o nosso desenvolvimento. A criança precisa do outro para se desenvolver. Costumamos usar sempre aqui o exemplo da criança que se criada entre animais, terá algumas de suas características.
A emoção é um vinculo que faz parte do ser humano, primeiro e mais importante desenvolvido na criança que desde cedo chama para si a mãe.
As crianças percebem e sentem a importância da afetividade em sala de aula. O contato afetivo trabalha as boas relações, incluindo respeito, trabalho em equipe, reconhecimento do outro o que sem dúvidas é muito importante para estabelecer boas e firmes relações, que implica na aprendizagem significativa.
A afetividade pode ser identificada de várias formas, sendo a postura uma das formas mais visíveis, presentes e muito importantes na educação infantil. A aproximação física, um afagar de cabelos, um segurar na mão, um abraço, um beijo, para a criança é muito importante e colabora no seu desenvolvimento, desempenho e para a construção da sua autonomia, pois transmite segurança, tranqüilidade entre outros sentimentos que combatem a ansiedade, o medo, a insegurança, presentes e merecedores de atenção especial dentro do processo de ensino aprendizagem. A criança precisa dessa aproximação que interfere de forma positiva num melhor desempenho, a troca de sentimentos é possível pela aproximação. Não há afetividade sem contato, não necessariamente o contato citado acima, postura, mas o essencial contato com o outro, conhecer. Conteúdos verbais também são identificações de afetividade, muito presentes em sala de aula e em todas as séries. Diferente do contato postural que trazem mais significado para as crianças menores, o conteúdo verbal é importante em qualquer fase do indivíduo e traz suas contribuições notáveis na aprendizagem. O conteúdo verbal é identificado como palavras de ânimo, incentivo, apoio, reconhecimento, na tentativa de encorajar o aluno, envolve-lo como sujeito ativo na sua aprendizagem, que traz ao processo intrapsicológico um maior êxito.
Com essas relações bem estabelecidas a criança tem então maior autonomia e segurança para ousar, pois ela se sente segura. Diferente de um ambiente onde usamos de palavras rudes e tons elevados, um ambiente tranqüilo, acolhedor, interfere de forma positiva no desenvolvimento do indivíduo. As crianças preferem palavras doces em tons mansos e atenção, que passa o conforto e a segurança que ela precisa pra se desenvolver. Os adultos assim como as crianças, não gostam de gritos e frases rudes direcionadas a eles. Um comportamento assim gera desconforto, insegurança, medo... Sentimentos contrários à aprendizagem significativa.
A afetividade não é fórmula de sucesso para uma aprendizagem significativa. Enfrentamos milhares de outros problemas que implicam no sucesso da aprendizagem. Dentre eles podemos pensar a contextualização do ensino e a falta de planejamento pedagógico. Um abraço, um beijo, uma palavra de reforço não traz ao seu aluno o amor pelo conteúdo que ele não vê sentido. Trazer atividades que despertem a curiosidade dos alunos é uma prática aprendida com o tempo, com dedicação e com vontade. É nesse contato com o outro que nos deixamos conhecer. É a partir dessa interação que obtemos práticas.
As trocas afetivas podem ser também negativas e diante disso é necessário preparo para saber trabalhar.
É necessário que o sujeito-professor se empenhe nesse ato maravilhoso de educar que exige mais que saberes científico. “Educar é um ato de amor” Içami Itiba, 1996. Exige dedicação.
Apesar disso, temos visto que nem sempre esses vínculos são mantidos. Professores excedem seus limites e vão de uma postura afetiva para autoritária. Importante levar em consideração que essa postura pode por a perder  todo o planejamento político pedagógico. Numa postura autoritária é perdida a possibilidade de estabelecer laços de confiança e de segurança. Perdemos a oportunidade de se aproximar do outro e assim trazemos inúmeras barreiras ao desenvolvimento de uma aprendizagem significativa. O professor não consegue passar livre de interferências na vida dos seus alunos, podendo ser essas positivas ou negativas. A sala de aula é um cubo de vida, é a sociedade enquadrada. É o lugar onde a vida acontece. Lugar de encontros e desencontros, de conhecimento e reconhecimento. Lugar de produção cognoscente e reprodução social. A afetividade traz a vida para esse espaço. Essa relação é humana. A afetividade colabora na construção do sujeito e no conhecimento.



BIBLIOGRAFIA 

FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada – Abordagem Psicopedagógica Clínica Da Criança E Sua Família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

TIBA, Içami. Ensinar Aprendendo, Editora Gente, 24ª- ed., 1998.


BOCK,Ana Mercês Bahia (org.) Psicologias: Uma introdução ao estudo da psicologia, Editora Saraiva, 13ª edição, 1999.




(Comentem.. Indiquem leituras relacionadas...)



O Museu do Louvre (Musée du Louvre)

Instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. O edifício construído por Napoleão, no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro do Louvre, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique. O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais, tendo sido abandonado por Luís XIV em favor do Palácio de Versalhes. Parte do palácio real do Louvre foi aberta primeiramente ao público como um museu em 8 de Novembro de 1793, durante a Revolução Francesa. Mesmo após a Restauração dos Bourbons, permaneceu como museu.

O Louvre é um dos maiores e mais famosos museus do mundo, com uma riquíssima herança da França desde os antigos reis Capetos, passando pelo império de Napoleão Bonaparte até aos nossos dias. Há igualmente neste Museu quatro níveis: o subterrâneo e três andares, divididos em diversas sessões – Antiguidades Orientais, Egípcias, Gregas, Romanas, Esculturas e Louvre Medieval. Depois de várias metamorfoses ao longo da História, o Louvre transformou-se no palácio da cultura, desde a iniciativa do presidente francês François Miterrand, que difundiu a iniciativa conhecida como ‘Grand Louvre’. A inovação mais recente e polêmica desta fantástica construção foi a Pirâmide de Vidro, criada pelo arquiteto chinês I.M. Pei.

O Louvre atrai por ano milhões de visitantes de todo o mundo, que chegam para apreciar a sua valiosa colecção de arte.

Além da arte, o Museu do Louvre tem mais exposições sobre diversos assuntos, tais como arqueologia, história e arquitetura. Tem uma grande colecção de móveis, e entre as peças mais espectaculares estava o Bureau du Roi do século XVIII, agora de novo no Palácio de Versalhes.

O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Philippe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Charles V transformou-o num palácio, mas Francois I e Henri II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luis XIII e Luis XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.



Transformações



As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquitecto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.

Trabalhos notáveis






Postado por: Priscila M. J. Vieira (RA: A49AEA-8)